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Teixeira de Freitas, 07 de fevereiro: A equipe do Vida Diária esteve presente, na manhã desta sexta-feira (07), no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, registrando mais um dia de paralisação da Polícia Penal, só que desta vez com indicativo de greve.

 

De acordo com Baltazar Felipe, agente penal, “esta paralisação vem do bojo da assembleia que fizemos no dia 21 de janeiro, em que foi deliberada uma paralisação de 48h nos dias 27 e 28 de janeiro contra a PEC 159, a qual regula a previdência estadual. Entendemos que esta reforma traz vários prejuízos aos servidores, por isso, estivemos presentes na ALBA, reivindicando junto a Polícia Civil, contra a Proposta de Emenda à Constituição. Infelizmente, o governador conseguiu passar, no dia 31 de janeiro, essa PEC. De lá para cá, estamos tentando reabrir o diálogo, mas, em meio a isso, estamos com mais essa paralização, com indicativo de greve. Com isso, só estamos com alguns serviços básicos, como alimentação, cumprimento de alvará e atendimento médico de urgência e emergência. Dentre os serviços suspensos, estão: assistência social, atendimento médico no geral, atividades laborativas que alguns internos realizam, escoltas internas e externas, atendimento jurídico e religioso, entre outros”, revelou Baltazar.

 

Além disso, o agente da Polícia Penal disse que essa luta encabeça outras pautas também, como a abertura de um novo concurso ainda este ano, por o déficit de efetivo é muito alto e o poder público está agindo com muita negligência; regulamentação estadual de inúmeras emendas para a segurança pública e muito mais.

Baltazar também relatou sobre uma espécie de “perseguição” que ele e um colega sofreram: “eu e um colega sofremos uma punição de 90 dias, mas os nossos advogados conseguiram reduzir para 60 dias. Essa punição decorre de um protesto contra a morte de um colega nosso que foi covardemente emboscado por bandidos, aí fizemos uma paralização das cadeias. Com isso, renderam a nós essa punição de 90 dias, sem o recebimento de salário”, concluiu ele.

Portanto, se não houver acordo entre as partes, a Polícia Penal e Polícia Civil podem entrar juntas de greve.

 

Por: Vida Diária / Robson Dias e Nadson Camargo

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